quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Bali- Segundo dia


Bonzinho que nem os macaquinhos de Ubud...
Aloooou, meu povo!
 Partiu acabar de conhecer Bali? Sem enrolação hoje porque o segundo dia foi muuuito cheio!!
 Acordamos a decara Aghun levou a gente para ver outra dança típica. Essa foi bem mais rapidinha, a história era mais legal e mais fácil de entender, achei melhor que a do templo. (Não conhece Aghun nem o templo? Clique aqui)
 Dessa dança seguimos para outro passeio cultural que era para ver se a gente comprava alguma coisa conhecermos as artes tradicionais da Indonésia. Vimos o batik, que é uma técnica maravilhosa de pintura em tecidos, uma joalheria, pintura e escultura. Era tudo muito caro e acabamos levando só um porta moedas de batik (A Ana que comprou esse) e um pingente de sininho, mas era tudo MUITO bonito! Achei que valeu a pena.
A dança era a história de um macaco e um cachorro, por isso essas fantasias

Olha o batik desse moço!!

E o nível das esculturas (As jóias e as pinturas não podia fotografar)

 Depois das artes, seguimos para Ubud, que é a segunda cidade mais visitada de Bali, muita gente acha até melhor que Kuta. A atração mais famosa de Ubud é a floresta dos macacos onde tem realmente MUITOS macacos, macacos ad infinitum, por todo lado e sem nenhuma vergonha na cara ou medo de mexer com você. Esconda tudo que brilha ou balança e tome cuidado com os seus pertences. Esse é outro passeio que apesar de tudo vale a pena. Os bichinhos são fofinhos e a floresta é maravilhosa, cheia de templos e fontes, tudo muito verdinho por causa da umidade que faz crescer musgo em tudo! Destaque para uma das fontes que é repleta de carpas que comem moedas! Dizem que se você fizer um pedido,jogar uma moeda na fonte e uma carpa comer, seu pedido será realizado.

Eles são folgadinhos demais!

E nem ligam pras pessoas

Essa é a fontes das carpas comedoras de moedas

E essas obviamente são as ditas cujas
Vê como até os templos são verdes?


Olha quantos macaquinhos numa fonte só!
 De Ubud seguimos em direção ao vulcão Batur. No caminho paramos em uma das tradicionais plantações de arroz em curvas de nível. Tão bonito... Tão verde....
A chuva já estava atrapalhando as fotos

E aí de repente começou a chover muito, foi assustador, não dava para ver a estrada! Mas chegamos bem até o restaurante onde deveríamos almoçar, que tinha uma vista ESPETACULAR para o vulcão! E parou de chover enquanto almoçávamos, então conseguimos apreciar o cenário da varanda! Foi meu lugar favorito em toda Bali!


Do vulcão fomos visitar uma fazendo de frutas onde eles também produzem o lendário Café Luwak. Você pode não estar ligando o nome à pessoa, mas certamente já ouviu falar. O Luwak é um bichinho, um mamífero pequeno, parece um guaxinim. Eles criam alguns na fazendo e os alimentam com café. Os funcionários então recolhem os grão que saem com as fezes dos Luwak, fervem, torram e moem. As pessoas que gostam de café garantem que a passagem pelo intestino dos bichinhos dá aos grãos um toque achocolatado delicioso, mas para mim era tão ruim quanto qualquer café. Para os interessados, a degustação de sete tipos de chás e cafés, incluindo o Luwak (Tinha alguns muito bons!), sai por cerca de 15 dólares na fazenda, o que é uma pechincha se comparado ao preço do Café Luwak fora da Indonésia!
Uma porrada de coisas pra degustar!

Esse é o Luwak
 Voltamos para casa, tomamos banho e só queríamos dormir, mas ainda precisávamos conhecer a lendária Sky Garden, que é uma boate gigante de 5 andares, cada andar um ambiente e com um restaurante maravilhoso no topo! A entrada é apenas 5 dólares e você pode comer à vontade lá no topo, com direito a hamburguer e um churrasco delicioso, praticamente idêntico ao brasileiro! Melhor que muitos brasileiros,inclusive! A bebida é paga separadamente. Na mesma rua da Sky Garden tem várias outras baladinhas que pareciam até divertidas (Tocando música brasileira até), mas estávamos cansadas demais e dormimos logo depois de comer. Só tome cuidado com os muitos vendedores pelo caminho que ficam te parando e não te deixam sair. Tem vendedor de tudo, desde passeio turístico até roupas e cocaína (Sim, cocaína).
 Foi o dia mais movimentado disparado, mas ainda tem mais um rapidinho que guardarei para o próximo post!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Bali- Primeiro Dia

Isso é que é dança do fogo de verdade!

Aloooou, meu povo!!
  Estou de volta depois de um prazo nem tão longo assim! Se não me engano, no último post estávamos em Kota Kinabalu e hoje desembarcamos em Bali, a maior e mais popular ilha da Indonésia!
Lugar feeeio...

 De cara, destaque para o aeroporto que é muito bonito com um design supermoderno e um deus gigante na porta! O que é um enorme contraste com as ruas estreitas, as casas caindo, os becos e o povo pobre de Kuta, que é a província onde ficamos. Apesar de pobre, os balineses são extremamente simpáticos e adoram música brasileira! Ouvimos várias vezes por lá e até o agente de imigração nos recebeu cantando "Bara berê" assim que viu nossos passaportes!
Esse não é o do aeroporto, mas é nesse estilo
(Fãs de Zelda acharam o Triforce?)

  Como se o aeroporto não fosse contraste suficiente, o turismo é muito forte em Bali e por isso não faltam hotéis de luxo e bons restaurantes. Só que como o país inteiro é pobre, os preços são muuuuito baixos!
  Nós ficamos em um hotel chamado Ozz, no centro de Kuta, excelente, 4 estrelas, quarto duplo, suíte, piscina, tudo pelo mesmo preço de um hostel em um quarto para 6 pessoas no centro de Sydney (Cerca de 32 dólares australianos por pessoa). O restaurante imediatamente ao lado também é delicioso e muito barato! Descobrimos na Indonésia se faz churrasco! Sim, carne na brasa! O mais parecido com o brasileiro que já vi! O desse restaurante era super fofo, vinha em uma mini churrasqueira e acompanhava um suco de morango sensacional (Para eu lembrar do suco quase dois anos depois é porque era bom mesmo!).
Ao naipe do hotel!

32 dólares!!

Ana folgada? Imagiiina...

  Ok, chega de propaganda gratuita, o que tem para fazer por lá? Talvez eu já tenha mencionado que tudo em Bali é MUITO barato, então vale a pena pagar um guia local para te levar de carro para conhecer a ilha, assim você pode ficar quanto tempo quiser em cada lugar. O nosso se chamava Aghun, nós o encontramos por acaso na rua e ele era muito simpático, tinha um inglês excelente para os padrões indonésios e fez um preço bem camarada pra gente (O único defeito é que ele é viciado em uma música chamada Mine, que ele tem na versão original, remixada, instrumental, sertaneja, axé, pop, rock, indie... Enfim, você vai cansar dela).
Uma das praias que Aghun te leva

  Kuta fica bem no meio da ilha, então o mais comum é fazer o passeio em dois dias, um pelas praias do norte e outro pelas do sul. Começamos pelo sul e visitamos muuuuitas praias, uma mais linda que a outra, mas jamais me lembrarei do nome de todas. A maioria delas, claro, cheia de surfistas.

Achou o surfista lá longe?


Bali tem muitos macaquinhos safadjenhos por todo lado!


Destaque para a parada em uma praia de esportes aquáticos que tem várias opções! Nós escolhemos andar no que eles chamam de doughnut, que é uma bóia grandona puxada por uma lancha. É muito legal! E confesso que escolhi esse porque era o que tinha menos risco de virar e cair naquela água não me pareceu uma ideia muito boa porque estava um pouco suja...

O que não era o caso dessa água

  No fim do dia fomos ao templo de Uluwatu para ver o pôr do sol. É MARAVILHOSO! O templo é bem na pontinha do penhasco virado para o norte, de forma que os monges podem ver o sol nascer no mar à direita e se pôr também no mar à esquerda todos os dias! Vida dura... Nesse horários eles também fazem uma dança típica do fogo que conta uma história estilo escola de samba, que só faz sentido com a explicação. E é INFINITA! No outro dia nós vimos outra dança dessas mais legal e mais rápida então se eu puder dar um conselho, não pague para a ver a dança, fique vendo o pôr do sol e vá na outra.
Isso que é localização!

Achou o templo?




Isso que eu quero dizer com "dança do fogo"

  Para finalizar, Aghun leva seus passageiros para um restaurante chiquérrimo, à beira da praia, com luz de velas, muito bonito mesmo, mas foi o único lugar de toda Bali que os preços eram absurdos e nós fugimos sorrateiramente logo depois de ver o cardápio! Hehe
  Como vocês podem notar, Bali tem muita coisa para ver e contar, então vou deixar o lado norte da ilha para a próxima! Até!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Kota Kinabalu

Sua oportunidade de bater um papo com os peixinhos sem esforço


Aloooou, meu povo!!
 Tô aqui na minha última semana de férias, sem sono e me deu muita, mas muita vontade de ressuscitar meu blog. Eu sei que postei o texto de homenagem aos ausentes da minha formatura outro dia mesmo (Sim, amigos, eu formei de mentirinha!), mas era um texto já pronto e não é a mesma coisa! Apenas não é.
  Enfim, cá estou eu devolta para contar de minhas peripécias no hemisfério leste e hoje falaremos do meu lugar favorito entre todos que fui na Ásia: Kota Kinabalu (É, eu também não sei qualé a dos malaios com o K, mas eles curtem a letra pra caramba).

 A cidade começou bem decepcionante, não vou mentir. É pequenininha e fofinha e o Centro de Informações para o turistas é excelente, com um pessoal muito disposto a ajudar. Até tem muitas coisas que parecem legais para se fazer nas redondezas, mas são tours bem caros e mochileiro é tudo pobre então a única opção que nos restou foi fazer a "trilha até a torre do relógio". Coloquei tudo entre parênteses porque a trilha é bem pequenininha e a torre então nem se fala! Acho que não é maior nem que o pirulito da Praça Sete aqui de BH e nem tem nada demais. Achei muito sem graça.
Isso é a cidade. Bem meh...

E essa é a "incrível torre do relógio"
 Mas aí chegou a hora do pôr do sol e aí sim eu vi vantagem! Simplesmente espetacular! O melhor ponto para ver é ao lado dos Markets, onde os pescadores já chegam com os peixes e já cozinham ali mesmo e vendem para você. Tem vários restaurantes, um mais simples e exótico que o outro e confesso que comi rezando para não ter nenhum problema digestivo no final e graças a Deus deu tudo certo! Eu e Ana comemos nossa comida malaia favorita, o fried rice (Que é um arroz com ovo frito e vários frutos do mar) e um peixe assado delicioso! Para descer isso tudo, um suco do que eles chama de dragon fruit. É estranho, mas não é ruim. E só a cor pra mim já valeu! Mais comidas que merecem destaque: O café da manhã de um restaurante que chama Old Town Coffee, bem no centro, e os chás gelados feitos na hora! O fundo até vem quente!

Lindo, não?

E isto é um suco de dragon fruit

E estas são dragon fruits. O nome faz bem mais sentido agora, não?

E esta é a prova de que Deus realmente nos protegeu de uma intoxicação alimentar
 Nisso aí a cidade já tinha subido bastante no meu conceito, mas foi no dia seguinte que eu me apaixonei de verdade! Kota Kinabalu é na verdade uma ilha e dela você pode pegar o barco para diversas outras ilhas menores e foi assim que fomos parar na mais próxima delas, Manukan Island. O barco te deixa no píer já com snorkel e você passa pela entrada do único hotel/resort da ilha (Que é muito fofo por sinal) e pode ir pra praia ao lado. O píer sozinho já vale o passeio porque tem centenas de peixinhos que ficam em volta dele pra comer das algas e crustáceos que grudam na madeira e se você nadar por ali pode atravessar no meio dos cardumes que eles nem ligam! Até gostam de comer sujeira do pé! Só tome cuidado para não se cortar nas conchas presas aos pilares (Eu e Ana nos cortamos, parabéns pras duas espertas).
Isso é o que eu quero dizer com nadar no meio dos cardumes
E isso é como você se corta nas conchas (Anta)

Sério, essa ilha é linda demais!

Um dos chalézinhos do hotel da ilha


Sim, eles realmente comem a sujeira do pé!


 Maaaass, se você botar os pés de pato para funcionar e nadar um pouquinho para a frente, bem pouquinho mesmo, vai estar boiando sobre os corais. E aí você pode ver tudo quanto é tipo de peixe sem precisar de mergulho de cilindro porque a água é transparente e o melhor de tudo: quente!! Tem como não amar?
Alguns dos peixinhos que vimos por lá



Sim, nós achamos o Nemo!!

E esse é todo o equipamento de mergulho necessário

Melhor ilha ever!!!

EVER!!!

E esse foi o fim de nossa aventura na Malásia. Pegamos outro avião e começamos uma nova! Indonésia, aqui vamos nós!!
Só porque eu amo muito essa foto

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Homenagem aos Ausentes EQ UFMG 2014/2


Para quem não ouviu ao vivo ou ouviu e não entendeu ou só quer uma inspiração, aí está o lendário texto da minha colação de grau:

Quando me perguntaram pela primeira vez sobre o que eu gostaria de dizer aos ausentes, respondi que o que eu gostaria mesmo era de perguntar se eles têm orgulho de nós. Se sorririam ao contar para os colegas de trabalho que seu filho, primo, irmão, sobrinho ou neto é oficialmente engenheiro químico. Se nos abraçariam apertado quando a cerimônia acabar e fariam uma festa para comemorar nosso primeiro emprego.
Eu sei que tem gente que não gosta, mas um dos livros que mais me ajudou a entender ausências foi A Culpa é das Estrelas. Não importa a história, meu foco aqui é uma única frase que significa tanto pra mim que está na parede do meu quarto: Alguns infinitos são maiores que outros infinitos. O próprio livro explica: Existem infinitos números entre 0 e 1, existe 0,1; 0,11; 0,111. Mas também é intuitivo que existem duas vezes mais números entre 0 e 2, tornando este um infinito maior que o outro. O que a mocinha da história queria explicar era que embora o tempo que tivemos com as pessoas que perdemos tenha sido pequeno, isso não o impede de ter sido tão infinito quanto o que temos com aqueles que ainda estão aqui, o que faz todo sentido.
Eu só acho que ela esqueceu de ressaltar uma parte. Que o grande infinito que existe entre 0 e 10, por exemplo, só é assim devido aos pequenos infinitos que existem dentro dele, como o que vai de 0 a 1. E que o intervalo existente entre 0 e 1 não faz parte de um único infinito. Ele está entre -2 e 4, entre -100 e 15 e muitos e muitos outros. Assim como partindo-se do infinito que vai entre 0 e 1 é impossível formar um que vá de -10 a -2 ou de 3 a 200.
Para explicar eu usarei o meu próprio exemplo. Eu tive um pequeno infinito com a minha mãe, muito menor do que eu gostaria. Mas o infinito dela começou antes deste pequeno intervalo, assim como o meu continua depois que o dela terminou. E além do meu, minha mãe tocou muitos e muitos outros infinitos, alguns que eu nunca nem mesmo conheci e alguns que ainda fazem parte do meu próprio infinito. E pelo simples fato de termos convivido durante esse infinitinho ela eliminou milhares de possibilidades de pessoas que eu poderia ter me tornado.
Não importa por quanto tempo, o toque dela influenciou de alguma forma o que somos hoje e mesmo que nosso infinito tenha sido pequeno demais para que ela me dissesse pessoalmente qual caminho seguir ela deixou muitos outros infinitos tocados que completaram o meu e que tenho certeza que me ajudaram a chegar até o ponto exato que ela gostaria.
Por isso no fim eu decidi falar de matemática. Porque é o que os engenheiros fazem. E é o que fomos guiados para fazer, por aqueles que vocês vêem aqui e por aqueles que vocês não vêem. E se tem algo que aprendemos nesse curso foi que os números podem não ser exatos, mas também não mentem. E eles indicam que minha pergunta inicial era das mais bobas. Certo como dois mais dois são quatro, hoje, onde quer que estejam, saiba que cada pedacinho do seu infinito está infinitamente orgulhoso de você.