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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Gold Coast: Parques

O melhor. Do melhor. Do melhor.

Aloooou, meu povo!
  Voltei para contar o que rola nos parques de Gold Coast, a coisa mais perto que temos da Disney de Orlando na Austrália, que na época já era um lugar que estava na minha lista de viagens. Só que os parques de Gold Coast não são da Disney e sim da Dreamworks (Que fez filmes bonitinhos que você possivelmente já viu, como Shrek, Madagascar, Meu Malvado Favorito, Como Treinar seu Dragão, Kong Fu Panda...) e da Warner Bros (Que detém os direitos autorais dos super heróis da DC (Superman, Batman, Mulher Maravilha, Flash, Lanterna Verde...), em torno dos quais a maior parte do parque é montada, da franquia do Scooby Doo, dos Looney Tunes (Pernalonga, Patolino, Piu Piu, Frajola...), dos desenhos da Hanna Barbera (Tom & Jerry, Pica Pau...) e dos filmes de Harry Potter, que nem têm nada no parque, mas vendem alguns produtos). O parque da Dreamworks se chama Dreamworld e o da Warner é o Movie World. Bora falar deles.

Dreamworld: Se não me falha a memória, as principais áreas do Dreamworld são dedicadas à Shrek, Madagascar, Kung Fu Panda e os Looney Tunes, mas também tem umas coisas sem um tema muito bem definido. Em geral, os brinquedos que temáticos de animações são pacíficos e os outros são mais radicais. Digo em geral porque a atração principal da área de Kung Fu Panda, o Pandamonium (Rá! Direto da Praça é Nossa), tem uma versão light e uma versão que PELAMORDEDEUSOQUETÁACONTECENDOAQUI?!?!?! Era para ser um carrossel inocente com caruuagens no lugar de cavalos. Só que as carruagens giram penduradas em um pêndulo que balança. Essa é a versão light. Se você quiser a versão com emoção, o pêndulo completa o giro de 360 graus. Loucamente e sem parar, é basicamente um carrossel com looping. Loucura. Coloco um vídeo que achei no You Tube para vocês terem uma ideia.
Além do Pandamonium (Sério, que nome é esse? Hahaha), merecem destaque o carrossel do Burro do Shrek (Que é meio que o melhor personagem disparado) que é um carrossel normal de verdade, só que com burros e carruagens de cebola no lugar dos cavalos;  The Claw, que é um pêndulo gigante com uma roda de cadeiras na ponta que completa quase 360º, pra mim o pior brinquedo disparado; Cyclone, que é uma montanha russa com 765874 loopings e que sobe uma escada em espiral eterna pra chegar; a MotoCoastes, que é uma montanha russa pequetita que você vai em motinhas; a Tower of Terror II, aka o avião, por causa do barulho cabuloso que ela faz no lançamento, que é basicamente um carrinho atirado a 5877099 km/h sobre um trilho horizontal que depois sobe verticalmente até a gravidade ter a bondade de mandá-lo de volta ao início... E uma porrada de outros brinquedos mais comuns ou que eu não fui. Uma coisa bonitinha do Dreamworld é que ele é todo decorado com estátuas dos personagens para tirar foto, é bem coloridinho, as criancinhas ficam doidas.







Sim, eu me divirto nos cenários

Movie World: Eu gostei mais desse, porque como é um parque mais de adulto os brinquedos são mais emocionantes. Como eu disse, a maior parte das coisas tem temas de super heróis, acho que só as parte do Scooby Doo e dos Looney Tunes mesmo que eram um pouquinho diferentes. Graças ao bom Deus, a montanha russa do Superman estava fechada, tenho o pressentimento que eu não iria nela de qualquer jeito (Envolve um mergulho de quase 90 graus). Destaques nos brinquedos que eu fui: O da sede da Liga da Justiça é bem sem graça, só ficar atirando nos bichinhos que aparecem num carrinho bem lerdo, vá só se sobrar tempo. O do Scooby Doo é legal, é uma montanha russa dessas que fazem curvas super fechadas (para quem foi no Luna Park de Sydney, é o mesmo esquema do Wild Mouse), só que toda no escuro. Tem também o elevador do Batman, que primeiro lança a alta velocidade igual um foguete (tem até contagem regressiva) e depois fica caindo e subindo, horrível; o Arkham Asylum, que é a montanha russa do Coringa e é SENSACIONAL, cheia de parafusos; e a montanha russa do Lanterna Verde, minha favorita, com tudo que uma montanha russa tem direito em uma área pequena e altura grande. Ah! A parte onde ficam os Looney Tunes também é muito legal de ver porque as criancinhas batem papo com os personagens crentes que são todos de verdade. Adultos nem podem entrar nos brinquedos, mas vale a visita pela fofura.


Esse é o Batmóvel, mas o que eu queria mesmo com a foto era mostrar a montanha russa ao fundo.

Quem é Harley Quinn perto de mim? Haha 

Segunda melhor montanha russa de todas! E nem parece!

Essa é a entrada do Scooby Doo

Esse é chato, só vale a foto mesmo.

E é isso. Do parque já pegamos o trem para Brisbane, onde nosso aeroporto favorito nos fez mais um pouco de raiva, nosso vôo atrasou mais de uma hora (Sim, aquele mesmo que perdemos por 3 minutos na ida) mas chegamos bem em Sydney. Para onde fomos depois, já é outra história.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Gold Coast

É Surfers Paradise, dã!

Aloooou, meu povo!
Já voltei! Dessa vez para falar de Gold Coast, uma cidade de tamanho médio que fica pertinho de Brisbane (3 horas de trem), capital de Queensland. Como Brisbane é a BH da Austrália e não tem praia, Gold Coast é meio que a Guarapari deles (Mineiros e entendedores entenderão), é onde todo mundo vai nas férias e feriados. E aí a cidade vem crescendo na base do turismo, tudo lá é hotel, shopping e parque temático. Creio eu que depois de Sydney essa é a cidade favorita dos brasileiros para morar (A minha segunda colocada continua sendo Adelaide), creio que por dois motivos principais:
1- É a cidade grande com as praias mais parecidas com as nossas. Já mencionei que as praias de Sydney são em geral pequenas faixas de areia com penhascos dos dois lados. Pois em Gold as praias são longas, tem muito menos animais assassinos que a média australiana e ondas boas para o surf (A praia mais famosa da cidade não se chama Surfers Paradise a toa).
2- Gold Coast está crescendo na velocidade da luz, parece que a cidade inteira está em obras, então é bem fácil achar emprego nelas sem precisar de qualificação nem falar inglês.
Minha viagem foi um bate e volta bem rapidinho, durou só três dias, mas rendeu um bocadinho de histórias pra contar.
Começando com a luta que foi chegar lá. Eu adoro mato e natureza mas confesso que tenho um fraco por parques temáticos, então já tinha bastante tempo que eu tentava achar uma passagem para Gold Coast. Achei e convenci a Ana a ir comigo. Pegamos nossos mochilões e depois o ônibus para o aeroporto de Sydney com duas horas de antecedência, como fizemos em todas as nossas 6758790 viagens anteriores e sempre deu certo. Durante o ano inteiro que vivi em Sydney eu vi apenas dois engarrafamentos, um quando passei em frente ao Allianz Stadium na hora que acabou um jogo de criquet e nesse dia, a caminho do aeroporto, por causa de um acidente. Simplesmente não andava!! Faltando meia hora para o vôo (Já tínhamos feito o check in online), descemos do ônibus e corremos até o aeroporto. Chegamos ao portão de embarque com UM MÍSERO MINUTO de atraso, o moço estava trancando a porta, dava pra ver o avião na pista... Perdemos o vôo. O único que perdi na vida e não recomendo pra ninguém. Pagamos uma taxa e conseguimos lugares no avião da manhã seguinte.
O aeroporto de Gold Coast é um pouco longe do centro turístico, como a maioria dos aeroportos, mas não é longe da cidade e isso é que é engraçado. Creio que a maioria das cidades tem um centro e então tudo cresce e volta dele, formando algo próximo de um formato circular. Gold Coast é esticada, uma linha que acompanha a costa, então saindo do aeroporto você pega uma avenida, já com casas e lojas, e anda muito nela até chegar no centro.
Das coisas que tem no centro de Gold Coast

 O hostel que ficamos chama-se Hostel Gold Coast International Backpackers Resort (Um nome simples e prático). Ele estava bem avaliado no Hostel World e era bem mais barato que meu amado YHA. Dessa vez não me arrependi de ter arriscado. Ele é super bem localizado, dá pra ir a pé até Surfers Paradise e é pertinho do ponto de ônibus para os parques. A recepcionista, que talvez também seja a dona, chama-se Jo e é super simpática e prestativa, chama todo mundo de honey e darling o tempo todo. Eles fazem a gente se sentir bem vindo mesmo.
 Na volta eu esqueci o tripé da minha câmera debaixo da cama e liguei pra Jo para perguntar se ela tinha achado. Ela não só acho como guardou, levou ao correio e enviou de volta para mim na mesma semana! Não sei se é porque estou acostumada com a desconfiança brasileira, mas não esperava que fosse ser tão facil.
 Outro pequeno destaque da nossa estadia foi nossa companheira de quarto. Éramos quatro, mas uma das meninas nunca estava, a outra era uma senhora, bem mais velha e muito doida! Ela já estava lá há muito tempo, parece que ela estava meio morando no hostel, e tinha umas idéias meio alternativas. Ela criava plantas no quarto e estava reagindo uma mistura no banheiro que, segundo ela, substituía o sabão em pó de forma sustentável.
 Beleza, recomendei o hostel, agora o que tem pra fazer?
 Primeiro, claro, visitar Surfers Paradise. Se você espera uma praia vazia, cheia de árvores, areia clara e água transparente, passou longe. A areia é amarronzada e o mar também não é o mais limpo que já vi. A praia é bem longa, mas bem no meio da cidade, então nada de árvores. Bem na orla tem uma feirinha de artesanato, até bem bonitinha, que garante o fluxo de pessoas.
 Caminhe até o letreiro, monumento, sei lá, que diz, adivinhem, Surfers Paradise e pegue a rua em frente, perpendicular à praia. Essa rua é uma espécie de shopping a céu aberto, não passam carros e tem muuuuitas lojas, inclusive alguns shoppings. Lá tem umas coisas interessantes que não se acha em qualquer lugar, como um pub da Domino's Pizza, uma loja onde você pode montar seu próprio urso de pelúcia, uma de churros gourmet,lojas de roupas bem coloridas (No estilo de verão eterno que eles vivem em Gold e com preço razoáveis), artistas de rua e restaurantes de todo lugar do mundo!
Esse letreiro

Nós comemos em um que se chama Curry Express, é bem gostoso, rapidinho e barato, mas não é em Surfers Paradise, é na rua onde passa o bondinho (Que quando fui já estava quando pronto e agora deve estar fazendo maravilhas pelo transporte público de lá). Outro bonitinho que achei interessante é o Pancakes in Paradise, que tem vários sabores de panqueca e é bom para o café da manhã.
 Passamos uma tarde lá e os outros dois dias gastamos nos parques temáticos, fomos só no Dreamworld, da Dreamworks, e no Movie World, da Warner Bros, dispensamos o Sea World e o Wet'n Wild por falta de tempo, dinheiro e vontade mesmo. Conto minhas impressões sobre cada um no próximo post.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Adelaide

O melhor lugar da Austrália para achar simpáticas cidades alemãs

Alooou, meu povo!
 Bora continuar acabar de atravessar esse deserto?
 Depois que minhas amigas foram embora de Alice Springs de volta para Sydney, eu peguei um Greyhound Bus com destino a Adelaide. Creio que esta é a primeira menção ao Greyhound neste blog, basta que vocês saibam que é uma companhia de ônibus que opera em praticamente toda a Austrália, inclusive nos lugares mais desertos, tipo o deserto. Eles são bem confortáveis, tem até entrada USB para carregar os eletrônicos e cobra preços bastante razoáveis. O de Alice Springs para Adelaide sai de manhã, umas 10h e chega umas 5h da manhã.
 Destaques interessantes da viagem: Essa parte sim é deserto de verdade! Sem árvores, só areia vermelha pra todo lado, uma planície sem fim, que é o que eu esperava desde o início, achei estranho quando vi tanto capim lá pros lados de Alice Springs. É uma paisagem bonita de um jeito diferente do que estamos acostumados. E um pôr do sol lindo!



 Uma das paradas do ônibus é em Coober Pedy, que é onde jantamos, e confesso que eu estava louca para ver essa cidade! Reza a lenda que ela é subterrânea, por causa do calor, e que tem absolutamente tudo lá. Pensei que o ônibus ia parar debaixo da terra, mas nem foi, parou num posto de gasolina como qualquer outro. Até tentei achar algum indicativo de entrada para o subsolo, mas nada, tinha ruas e casas e galpões, tudo na superfície mesmo. Como o ônibus estava atrasado não tive tempo de fazer uma pesquisa profunda, então acho que vou ter que voltar lá para ver.
 Mas o que eu achei o mais legal mesmo foram os aborígenes.Depois de Alice Springs só passamos em duas cidades, Coober Pedy e Port Augusta, todas as outras paradas eram aldeias aborígenes. O Greyhound, além de transportar pessoas, faz bico de correio para as aldeias e é aí que a coisa fica interessante, porque os pontos de ônibus são na verdade caixas de correio. Isso mesmo, a cada uma porrada de quilômetros tem uma caixa de correio na beira da estrada, o ônibus para do lado, o motorista desce, pega umas carta, deixa outras e segue viagem. Às vezes têm alguns aborígenes ao lado da caixinha, esperando para pegar o ônibus. Nem sinal das aldeias de onde eles ou as cartas vêm, imagino que elas sejam muito isoladas e que eles tenham que andar muito até a estrada. Achei um sinal interessante da adaptação deles à vida urbana.
 Depois de uma longa viagem, desembarquei cedinho em Adelaide para descobrir a cidade toda fechada porque era Anzac Day, que é o dia que a Austrália presta homenagens aos soldados da Segunda Guerra Mundial. Passei no hostel rapidinho para deixar a mochila e voltei para a rodoviária para pegar o city tour que ganhei quando comprei o passeio para Handorf (Em breve).
 Meu Deus! Como as pessoas não amam Adelaide? Acho que depois de Sydney, ela seria minha próxima escolha. Parece cidade do interior, as casinhas são muito fofas, quase nenhum prédio, muitos jardins, pouco movimento, mas tem todas as facilidades da cidade grande: shoppings, museus, estádio, restaurantes, aeroporto, universidade... E tem um clima friozinho muito gostoso. Ah! E tem praia!
Arquitetura antiga...


... e moderna...

... antiga...

... e moderna de novo!

 O tour passou por tudo isso mas fez paradas no Centro de Vinhos, que pertence à Universidade de Adelaide. A região de South Australia é excelente para as vinícolas por causa do frio e a indústria do vinho é tão forte por lá que a universidade criou um curso de especialistas em vinho e esse Centro para facilitar os estudos deles. Lá tem uma loja onde eles vendem os vinhos desenvolvidos pelos estudantes e jardins lindos! Depois paramos um pouquinho na praia, que é bonita, mas ficou um pouco prejudicada pelo frio. O que eu mais gostei lá, como em boa parte da cidade, foi a arquitetura. Os monumentos, as lojas, as casas, tudo na praia dava a sensação de estar em outro século.
Centro de Vinhos

Por dentro...


... e por fora.


Casa da praia




 Voltei para o meu hostel e lá conheci uma moça muito doida e gente boa demais chamada Karen. Nosso quarto tinha quatro pessoas, mas as outras duas já estavam dormindo. Karen morava em Sydney, como eu, e estava em Adelaide há uma semana, visitando a irmã, e ia embora no dia seguinte, por isso queria companhia para visitar pela última vez seu restaurante favorito, chamado Dumpling King. Como eu também estava sozinha e faminta, fui com ela.
 O restaurante é mesmo muito bom, recomendo. Conforme o nome indica, eles servem dumplings, que são uma massa asiática que parece uma trouxinha de macarrão recheada com o que você quiser e cozida no vapor. É bem gostoso. Conversa vai, conversa vem, descobri que Karen era gastroenterologista e trabalhava para um médico renomado especialista em... Chron! (Que para quem não sabe, é uma doença crônica rara que eu possuo) Coincidência pouca é bobagem.
Mais conversa vai, mais conversa vem, e ela descobriu que eu nunca havia provado uma iguaria chamada fried ice cream, que é exatamente o que você está pensando que é: sorvete frito. E assim vamos eu e Karen rodar Adelaide fechada em pleno Anzac Day em busca de um sorvete frito! E achamos! Para os interessados, vende em lojas de comidas asiáticas e é meio que uma bola de sorvete empanada com uma massa fininha e frita bem rapidinho, então derrete pouco. É bom, mas prefiro sorvete normal.
Lanternas clássicas de China Town

No dia seguinte peguei outro tour, dessa vez para Handorf. A primeira parada é no mirante para ver a cidade, bem bonito, mas como estava nublado e cheio de neblina fiquei com a impressão de podia ter sido melhor.


De lá fomos direto para a cidade, mas devo dar destaque para o caminho até lá. Eles chamam a região de Adelaide Hills, um nome muito justo já que a paisagem é uma infinidade de colinas, cobertas de grama verdinha e alguns ajuntamentos de árvores. Acontece que o clima de Adelaide é temperado, bem diferente do resto da Austrália, e por isso os europeus acharam que seria uma boa ideia replicar a vegetação deles por lá. Eu tive a sorte de chegar lá em pleno outono e por isso as árvores estavam todas coloridas, algumas marrons, outras laranjas, vermelhas, amarelas e até umas verdes, do jeito que se vê em fotos da Europa. Pra gente que veio do Brasil e não está acostumado é lindo!




Para completar meu clima de Europa, Handorf é uma cidade alemã perdida no meio de South Australia. Alemã mesmo! A arquitetura é alemã, os restaurantes vendem comida alemã, tem bandeiras da Alemanha nas ruas e dá até pra ouvir gente falando alemão aqui e ali.

A cidade é minúscula, praticamente só a rua principal e algumas casinhas em volta (Como quase oda cidade pequena da Austrália e Nova Zelândia), mas vale muito a visita porque é fofa! E é bem diferente do resto do país. Para quem leu/assistiu a série Harry Potter, me senti um pouco no beco diagonal. As lojinhas são todas muito próximas uma da outra, com aquelas vitrines de vidro, muita gente circulando entre elas e produtos bastante bruxescos. Tinha lojas de velas (Apenas velas), enfeites fantásticos de jardim (Fadas, dragões, duendes...) e uma loja com todos os doces da vida (Estilo Honey Dukes), incluindo sapos de chocolate. No ramo mais normal do comércio tínhamos pubs clássicos (Que vendiam cerveja alemã e comida alemã com paredes decoradas de bandeiras da Alemanha, claro) e lojas de roupa (A maioria de lã). Fucei todas as lojas e os jardins que surgem do nada no meio delas, tomei um chocolate quente com torta de maçã no pub e voltei para o hostel.




No dia seguinte levantei cedo para pegar o ônibus e assisti o sol nascer em um dos aeroportos mais bonitos que já vi. Eu atravessei o deserto e sobrevivi para contar. Hora de voltar para casa.

sábado, 21 de maio de 2016

Uluru (ou Ayers Rock)

Um membro da família das rochas respeitáveis


Aloooou, meu povo!
 Finalmente chegamos ao ponto mais esperado da viagem, a razão pela qual a imensa maioria das pessoas se enfiam nas areias vermelhas do deserto australiano: o Uluru. Para quem não sabe, o Uluru é uma baita rocha, com todo o respeito. Muito grande mesmo, maciço, um bloco só. E, tipo um iceberg, tem muito mais debaixo da terra do que o que conseguimos ver. E isso é só geologicamente falando. Histórica e culturalmente ele é ainda mais importante, é um dos lugares mais sagrados (se não o mais) da cultura aborígene.
 Para chegar lá, claro, acordamos bem cedo (num frio terrível). A intenção era ver o sol nascer lá e... uau! É meio que o pôr do sol ao contrário, o Uluru vai de preto, para roxo, azul, cinza, vermelho, laranja... E o céu vai mudando junto, um espetáculo! E como esse dia William e Kate já tinham ido embora ficamos no melhor lugar!



Sou dessas que já acorda fofa


 Depois o guia deixou a gente no começo da trilha e liberou todo mundo para dar a volta no Uluru a pé no ritmo e no caminho que quisesse. Só tínhamos que estar de volta a tempo de voltar para a cidade.
 A trilha tem mais ou menos 8 km e é tão bem cuidada que nem sei se posso chamar de trilha. Minha descrição aqui vai ser bem pobrinha mesmo porque a melhor explicação que eu tenho é que o Uluru é mágico. E mágica a gente não explica, só sente. Ainda assim, eis o melhor que posso fazer:
 É grande. Muito, muito grande. E impressionantemente uniforme. É possível ver poros na rocha, mas não vi rachaduras. Em geral ele é da mesma cor avermelhada da areia do deserto, mas há marcas mais claras e mais escuras que marcam exatamente por onde a água desce quando chove.
 À medida que se anda existem algumas placas explicativas, com alguns símbolos e lendas aborígenes, mas é bem pouco porque a maioria das histórias é mantida como um segredo deles. Em alguns pontos nem mesmo é permitido fotografar (Em alguns há explicação do motivo, em outros não) porque são sagrados. Independente de se conhecer as lendas ou não, a simples energia do lugar é diferente, é uma formação única demais para simplesmente existir, sem significado algum. O Uluru é enorme, é soberano naquelas terras, é permanente. É como se a própria natureza fizesse silêncio em sinal de respeito e acabamos fazendo o mesmo. No fim, a força daquela pedra é uma coisa tão gigantesca que a gente sai um pouco mais forte também. Sei lá, você precisa ir lá e ver.


Deserto, mas olha o verde bonito desse capim


Vê as marcas de chuva?

  Fechamos o deserto com chave de ouro e voltamos à cidade. Fizemos uma parada rápida numa fazenda de camelos, mas, numa boa? Desperdício de tempo. Já em Alice Springs fomos jantar com o pessoal do tour no The Rock Bar (Em Alice Springs tem The Rock tudo) para nos despedirmos e descobrimos que juntar gente do mundo todo para dançar resulta em um espetáculo muito engraçado! Recomendo.
Pra não dizer que não falei dos camelos

 No dia seguinte me despedi de novo das minhas amigas e continuei minha travessia rumo ao sul, para Adelaide. Mas essa fica para a próxima.