quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Feliz 2014!

Ai gente, é Ano Novo! Claro que figura ia ser essa!

Alooou meu povo!!
 Eu sei que agora que eu finalmente acabei de falar da Tailândia o caminho natural seria partir para a Tasmânia mas ontem 2013 foi-se para o ralo e chegou 2014! Meu Deus! Eu já volto esse ano! O tempo voa! E aí eu PRECISO parar para falar sobre isso. Afinal, eu estava no, possivelmente, terceiro melhor reveillón do mundo! Sim, terceiro porque, segundo pessoas viajadas, Copacabana e Dubai são melhores. De qualquer forma os australianos tiveram a brilhante idéia dos fogos em massa primeiro e para a pessoa que sempre passou a virada em Jabó...cara...isso aqui é o máximo!
Óóóiiinn! Tão lindo!

 Tá, eu sei que o Jornal Hoje sempre passa um pedacinho, mas nem se compara a ver ao vivo. Não é a toa que MILHARES de pessoas passam mais de 15hs apenas esperando que os maiores pontos turísticos da cidade se explodam em chamas! É maravilhoso! Cada pedacinho de Sydney onde é possível ver a Harbour Bridge e/ou a Opera House fica coberto de gente, literalmente. É impossível ver um pedacinho de grama sequer. Parece que as pessoas vão andando pela rua e de repente falam "Olha, a ponte!" e pum! Sentam ali mesmo, no varanda, no parque, no meio da calçada, talvez no meio da rua...
Pessoas, pessoas, montes delas!

  Eu poderia ficar horas aqui contando sobre como as cores dos fogos são lindas e como a cascata de chamas saindo da fonte é a coisa mais espetacular que eu já vi, mas vocês não conseguiriam imaginar. Posso até colocar minhas humildes fotos e o vídeo oficial (O meu está no face, não consigo carregar para cá) do You Tube, mas ainda assim faltaria aquele clima de espectativa. Sinto muito, mas você precisa vir e ver.
Um gostinho dos fogos

Mais um pouco

Esse não parecem tao lindos quanto eram...

Meus favoritos!

Mais do meu estilo favorito

Claro que tenho que colocar minha cara!


















 Aí vem a pergunta inevitável: Você ficou 15hs esperando pelos fogos? Arrá! No, no. Sou muito mais esperta. Eu e meus amiguinhos daqui fomos para o Luna Park, lembra dele? Pois é, ele é bem de frente para a Opera House a Harbour Bridge e você precisava pagar caro para ficar lá, o que reduziu o número de pessoas e, portanto, o tempo guardando lugar de 15hs para apenas uma hora e meia. Nossa, menina, você pagou só para esperar menos tempo? No, no de novo. O Luna Park é um parque de verdade e o ingresso (99 dólares comprado com antecedência, se você quer saber. Acredite, era a festa mais barata em toda a baía) incluía entrada em todos os brinquedos. Sim! Podem não ser mais os maiores fogos do mundo, mas certamente foi o reveillón mais divertido de todos! Não me arrependo nem um pouco!


Luna Park, seu lindo!
Se eu gostei? Imagina...

  Entre os brinquedinhos tínhamos os clássicos carrossel, carrinho bate-bate e roda gigante. Um castelo com uns brinquedos meio de shopping, como escorregadores gigantes, rolos giratórios para atravessar, um disco que também gira e você pode competir com seus amigos quem fica mais tempo sobre ele e esteiras malucas. Por fim, temos os brinquedos para os fortes, como a torre que cai igual à do Hopi Hari, o Wild Mouse, que é uma montanha russa com nada mais, nada menos que 50 anos de idade, o Big Dipper, que é um filho do Twist com o Swing (Para entender do que eu estou falando visite o parque Guanabara de BH) e o Freak Out (Algo traduzido como "Desespere-se"), meu orgulho da noite, que é um pêndulo com cadeiras que, adivinhem, giram! E como um toque a mais ele ameça arrebentar no prédio ao lado. Tão desorientador que é impossível saber onde você está depois do quarto ciclo. Hahahahaha
Wild Mouse

Adivinhem qualé esse!

Coney Island é onde ficam os brinquedos tipo shooping. Também dá pra ver o Big Dipper

Carrossel

Freak Out


















  E é isso o que o melhor reveillón de todos os tempos tinha para oferecer. Quero mandar um abraço aos meus amigos brasileiros que estão na Austrália e que fizeram desta noite ainda mais especial do que ela já estava destinada a ser. Vocês fazem com que tudo aqui supere minhas expectativas! E a todos quero deixar os meus mais sinceros votos de saúde, paz, alegria, dinheiro e felicidades nesse ano que começa. Não sinta inveja da minha virada poderosíssima. O lugar onde você pode fazer a diferença naquele momento mas o que realmente determina se o ano será bom ou não é quem você é e quem você tem ao seu lado. Sei que 2014 será lindo porque reencontro os amigos que deixei e adiciono as pessoas maravilhosas que conheci aqui. E tenho certeza de que se você olhar à sua volta encontrará pessoas que lhe farão sentir o mesmo. E então terá a certeza de que eu estou certa e há, sim, sempre algum motivo para sorrir.
Obrigada, povo!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Koh Phangan

Como não pensei nisso antes? Mogli é a cara da Tailândia!

Atenção para a terceira e última parte da minha viagem à Tailândia!
 Depois de um dia inteiro de isolamento do mundo e felicidade em Khao Sok começou a via sacra para Koh Phangan, superada apenas pela via sacra até Sydney, chegaremos lá. Primeiro, 40 minutos de barco dos bangalôs até terra firme. Depois umas três horas de van até o porto de ferry. Depois duas horas no maior ferry que já vi na vida até Phangan e mais uns 15 minutos de táxi até o "resort".



Foto roubada da Ana.
  Koh Phangan é uma das ilhas leste da Tailândia, extremamente famosa pela Full Moon Party, uma festa muuuuito grande na praia em que as pessoas enchem a cara, se vestem e se pintam com cores fluorescentes...ou fosforescente... ah! Dessas berrantes que brilham na luz negra, você sabe quais! E no caso aqui é encher a cara é encher MESMO! As bebidas são servidas em baldinhos. Sim, não são copinhos grandes, são baldinhos de criança brincar na areia. Um baldinho de uísque (Atenção, não é cachaça, não é rum, não é vodka vagabunda, é uísque!) custa 100 BAH. O equilavelente a cerca de 3.50 dólares australianos ou 7,00 reais.
Mais uma porque vale a pena.

  Mas a festa é na sexta e nós chegamos na quarta, então vamos com calma. Na quarta nós conhecemos nosso "resort", Sarana Bungalows. Entre aspas porque é pequenininho, no Brasil seria uma pousada bem fofinha. Mas como na Tailândia qualquer coisinha já é luxo, o lugar é considerado resort. De qualquer forma eu fiquei bem satisfeita. Era limpinho, à beira da praia, tinha comida boa e funcionários super simpáticos. Tinha até privada de verdade! Com papel higiênico! Yes!! Só não tinha aquecimento no chuveiro, mas nem faz muita falta naquele calooorrr sem fim! Além do que cada quarto era mesmo um bangalô muito fofo e o bangalô-restaurante era todo iluminado com lanternas tailandesas. Ficava lindo à noite!
Restaurante do Sarana aceso

Esse era o meu quarto











A gente se divertiu um pouquinho no resort...

Esse é o Steve, gatinho dos donos do Sarana























À noite fomos ao Same Same, que é o bar mais famoso da ilha. Realmente muito bom. Eles têm comida de várias partes do mundo e servem um shake de baunilha sen-sa-cio-nal. Toca música o tempo todo, eles servem cerveja no funil para os mais desesperados e tem até um joguinho de totó (Ou pebolim, dependendo de onde você é) com jogadores gordos! Hahaha Nas sextas feiras eles fazem aquecimentos para as festas, com direito a tinta brilhante grátis. Sério, o bar já é uma festa. Mas não tenho fotos dele. Foi mals.



  No dia seguinte fomos à Bottle Bay (Baía da Garrafa) de barco. Segundo a Sam, minha guia, ela tem esse nome porque é onde os piratas costumavam dar suas festas e no dia seguinte ela ficava repleta de garrafas de rum. Na verdade é só porque de algum ângulo que eu não consegui encontrar ela tem o formato de uma garrafa. Vamos ficar com a versão da Sam, certo? Lá tem um resort também, um pouco maior e mais chique que o nosso, mas ainda assim não chega nem aos pés dos brasileiros. Também passamos por uma cachoeira que deve ser linda em ocasiões normais, mas como tinha chovido ela estava puro barro! Ao lado tem um tunel que leva para o topo dela, muito interessante se você tiver coragem de entrar na água. O barco para em várias praias no caminho e em uma você pode descer para ver os corais e seus peixinhos com o snorkel. Um destaque especial aqui para o nosso guia local que era uma piada e não batia bem da cabeça. A camisa dele decorada com folhinhas de maconha talvez seja uma pista do porquê...
Bottle Bay

Vagina Cave. Reflita sobre.

Cachoeira imunda. Não acredito que entrei...

Vida dura nesses resorts...

Esse era o meu guia imitando pirata com um pão no olho.
 Uma pena que não dá para ver as maconhas... 

Depois de ver os corais isso aí












 Nessa noite fomos a uma festa na praia onde acontece a Full Moon Party mas não no dia certo. Aparentemente festas na praia são uma especialidade de Phangan. Nessa especificamente tinha um pessoal brincando com fogo bem legal e você podia até pular na corda flamejante (Vários americanos bêbados se machucaram nessa) e outros joguinhos valendo álcool (Como se fosse muito caro...). De qualquer forma foi bem divertido porque como era uma festa menor estava mais vazio (Sou dessas que curtem festas mais vazias. Me julguem).
Mais fotos roubadas da Ana

Fala se eu não preciso roubar as fotos dela?











 Último dia! Aaaah! Para fechar com chave de ouro, um "safári" de elefante. Digo "safári" porque foi o nome que usaram, mas na verdade é uma voltinha no sítio dos caras que criam os elefantes (Sim, pessoas na Tailândia têm elefantes de estimação. E não eram os únicos!). Mesmo assim vale muito a pena porque elefantes são uns amores! E tem um balanço gostoso. É um meio de transporte lento, meio teimoso, mas muito legal! No final você pode agradecer seus amiguinhos gigantes com uma cesta de bananas e depois brincar com os macaquinhos. Esses últimos parecem crianças. Isso significa que eles não podem ver nada colorido, barulhento ou brilhante. Você precisa tirar brincos, colares, relógios, anéis, moedas e qualquer outra coisa que eles possam querer pôr na boca. São alguns minutos de diversão e risadas garantidas.


Minhas coleguinhas americanas

O mundo de cima de um elefante

Eu pare;o feliz, mas estava me borrando sem o guia

O que eu posso fazer se eles me amam?

Olha como ela é fofa!

Ok, talvez nem tanto...











 À noite fomos jantar em outro hotel, comida muito boa, mas tão apimentada que me fez chorar, literalmente. De lá fomos para o aquecimento do Same Same e depois era Black Moon Party. Não, não mudou de nome. É porque a Full Moon é só uma vez por mês, na sexta feira de lua cheia. Nas outras três sextas têm duas Half Moon e uma Black Moon Party, cada uma em uma praia diferente. A Black Moon era exatamente ao lado do nosso "resort" (Mesmo. Do mar eu conseguia ver a decoração da festa). Mas no dia seguinte precisávamos pegar o táxi 6hs da manhã para começar nossa viagem de volta, então fomos dormir. Mas era como se a festa estivesse no nosso banheiro e ouvimos a música toda. Não, eu não esqueci o plural. A Black Moon é uma rave e a impressão que eu tenho é que ela tocou a mesma batida das 18hs até as 6hs do dia seguinte, quando eu fui embora. Dizem que a Full Moon toca de tudo, mas eu REALMENTE não me arrependi de ter perdido a Black.
Entrada desse último resort

Meu grupo todo. Deu pra netender quais cores berrantes eu tava falando, né?

  Só para vocês terem uma idéia da volta:
  06:00- Táxi para o porto de ferry de Phangan
  07:00- Ferry até Surat Thani
  10:00- Ônibus de Surat Thani até sabe Deus onde
  12:00- Outro ônibus de sabe Deus onde até Pukhet
  16:00- Ônibus da estrada de Phuket até o aeroporto
  19:50- Avião de Phuket para Singapore
  02:10- Avião de Singapore para Sydney
  12:40- Ônibus do aeroporto de Sydney para Burnwood (Ônibus errado)
  13:30- Ônibus de Burnwood para Randwick (Ônibus certo)
  17:00- Finalmente, em casa!!
Lição do dia: O Brasil é mais perto do que Koh Phangan. Hahahahaha

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Khao Sok National Park

O mais perto que você vai chegar de viver na água
Alooou povo!
 Espero que todo mundo tenha se divertido no Natal! O meu tinha umas pessoas diferentes do normal, mas mesmo assim foi muito bom!
 Conforme eu prometi, estou aumentando a frequência de postagens. Hoje o assunto é o meu lugar favorito em toda a Tailândia (E isso é muita coisa): O Khao Sok National Park.
Créditos para Ana, fotógrafa artística
Depois que descemos do Overnight Train em Surat Thani Ás 7h da manhã, tivemos de pegar uma van e andar cerca de duas horas até o parque (Com uma paradinha para o café porque ninguém é de ferro). O parque é basicamente um lago enorme de água doce com montanhas (Repare bem, eu não disse ilhas, nem morros, são MONTANHAS) surgindo do meio dele. Eu tinha uma proteção de tela no meu computador antigo que mostrava uma cascata em um riacho verde, no meio de plantas verdes, tudo era verde e lindo! Tenho certeza de que vivi um dia dentro dessa tela de computador.




 Mas o legal aqui não é apenas passear pelo lago e dar uns mergulhos. Você pode se hospedar no lago. Sim, no meio dele! Em pequenos bangalôs flutuantes. O que tem pra fazer? Nada! E nem precisa. Você tem o lago na porta do seu quarto! Não tem luz, mas um gerador funciona de 19hs até 23hs e depois disso alguns bangalôs têm lamparinas acesas na porta para que você possa ir ao banheiro. Sim, o banheiro é em terra firme e você precisa andar pela pontezinha para chegar até ele. Nada de chuveiro, banho de caneca ou no lago. A água já é bem quente então não espere água aquecida. E o hotel oferece almoço, jantar, café da manhã, bóias e caiaques grátis (Adivinhem quem naufragou no caiaque? o/).
E é só isso. Khao Sok não é o tipo de lugar que a gente explica. A gente mostra. Ou visita, de preferência.