domingo, 31 de julho de 2016

Random Piece of Story


Hey, people!
Last Friday my lovely boss gave me a day off. I tried as much as I could to arrange a trip, I called all my friends in vacations and none of them could, I tried to go on my own, but everything was too expensive. So I settled down with exploring a little city in the heart of Minas Gerais called Belo Horizonte.
I’ve been living in Belo Horizonte for 23 years and there’s not much I haven’t done yet, but there were a few new attractions inside the old attractions that I hadn’t seen. So I made a plan and convinced my brother to join: We would see the Japanese Garden and the Aquarium in the Zoo and finish with the traditional bike ride around Pampulha Lake in the sunset on Friday, go to Serra do Curral’s Park on Saturday and on Sunday we would take my sister-in-law to see Inhotim, the open air museum of modern art.


Everything was going well on the first day, we saw the Garden (Disappointing, I must say) and the Aquarium, but then my brother decided to go back home for work, thus I was alone for the ride.
A brief explanation about how bike rides work in Pampulha. There’s an app that will let you rent a bike at any of the stations around the lake for an hour. After this time, you must leave the bike at any station for fifteen minutes and then you can use it for one more hour. If you don’t return it in time, you pay 6 reais for every 15 minutes late. The whole lake has 18km but the stations are distributed in only 6 of them, it means that after the last station you must make an almost non-stop ride to get back to the first station in time.

Okay, back to the story. I left the last station around 4pm. I was cycling slowly and even stopped for some photos. I was midway between the stations when I realized I’d be back at the station around 5pm and since the sunset was expected for 5:20, I would miss it.. I had a few options:
1- Forget the sunset and go back home at 5pm
2- Stop at the Museum of Modern Art (The best sunset spot in the lake) and pay the fines for returning the bike late
3- Leave the bike at the station at 5pm and walk to a point where the view wouldn’t be as good as at the Museum
I liked none of them. While my mind rushed through which one would be the less bad, I saw the giant wheel turning at Guanabara Park.
Since the wheel started running, in 2010, I had been to the Park twice. The first one the wheel was closed for repair and the second it closed while I waited in line, due to rain. Today it was working. Suddenly I had a chance to check another new attraction of the city I hadn’t seen yet. And since it was right next the bike station, I could get to it on time for the sunset and see it from the perfect spot at the top of the wheel.
Now enters a funny mechanism of my brain. Everytime I take an impulsive decision, it automatically tries to change my mind.
“But you hadn’t planned it!”
“You have not enough money.”
“What if they don’t accept your credit card?”
“It’s vacations, there’s probably a huge line there and you’ll miss the sunset.”
“People will laugh at you cause you’re alone in the park.”
Not today, brain. Not today. I shoved all this stupid excuses away, speeded up my pace and got the station at 4:50. Crossed the street, entered the crowded Park and checked the line: around 15 people, it wouldn’t take long. I rushed to the cashier and they accepted credit cards with a 2 reais tax. The woman couldn’t believe I wanted a single ticket for a single ride, but she sold it anyway.
From the top of the stairs where I waited for my turn in the wheel I could see the sun disappearing behind some houses, the sky slowly turning orange. Right when it was half set, the wheel stopped and I got a gondola for me only.
When it started moving, carrying me higher, above the houses, I could see the orange sun again, shining behind the Skytower. The sun followed me all the way, rising when I went up, setting when I went down. I not only got one beautiful sunset, but as many as cycles of that wheel. With every turn of the wheel I would have to go higher to see the sun again.and the sky would get more and more orange, then purple. Until one turn I reached the top and the sun didn’t appear. I went down and the wheel stopped. Perfect timing.

I was happy beyond measure. I literally hopped to the bus stop. Not only because I had ten sunsets in a day. Not only because I finally rode that wheel. But because I did what I wanted. Not caring for plans, not caring for other people opinions’, not caring for risks that existed only inside my head. I took a chance and it was better than expected.
I’ve been doing this the whole year and, believe me, it usually is better than expected. If you have a chance, go! Try! I’ve learned that it is worth to explore an island in four days. It is worth to take a flight for a new capital in one weekend. It is worth to take a ride to see a neighbour city in one day. It is worth to leave home to visit a park in half a day. It is worth to find a good spot to see the sunset for 30 minutes. All we need to do is pay less attention to excuses and more to the opportunities.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Adelaide

O melhor lugar da Austrália para achar simpáticas cidades alemãs

Alooou, meu povo!
 Bora continuar acabar de atravessar esse deserto?
 Depois que minhas amigas foram embora de Alice Springs de volta para Sydney, eu peguei um Greyhound Bus com destino a Adelaide. Creio que esta é a primeira menção ao Greyhound neste blog, basta que vocês saibam que é uma companhia de ônibus que opera em praticamente toda a Austrália, inclusive nos lugares mais desertos, tipo o deserto. Eles são bem confortáveis, tem até entrada USB para carregar os eletrônicos e cobra preços bastante razoáveis. O de Alice Springs para Adelaide sai de manhã, umas 10h e chega umas 5h da manhã.
 Destaques interessantes da viagem: Essa parte sim é deserto de verdade! Sem árvores, só areia vermelha pra todo lado, uma planície sem fim, que é o que eu esperava desde o início, achei estranho quando vi tanto capim lá pros lados de Alice Springs. É uma paisagem bonita de um jeito diferente do que estamos acostumados. E um pôr do sol lindo!



 Uma das paradas do ônibus é em Coober Pedy, que é onde jantamos, e confesso que eu estava louca para ver essa cidade! Reza a lenda que ela é subterrânea, por causa do calor, e que tem absolutamente tudo lá. Pensei que o ônibus ia parar debaixo da terra, mas nem foi, parou num posto de gasolina como qualquer outro. Até tentei achar algum indicativo de entrada para o subsolo, mas nada, tinha ruas e casas e galpões, tudo na superfície mesmo. Como o ônibus estava atrasado não tive tempo de fazer uma pesquisa profunda, então acho que vou ter que voltar lá para ver.
 Mas o que eu achei o mais legal mesmo foram os aborígenes.Depois de Alice Springs só passamos em duas cidades, Coober Pedy e Port Augusta, todas as outras paradas eram aldeias aborígenes. O Greyhound, além de transportar pessoas, faz bico de correio para as aldeias e é aí que a coisa fica interessante, porque os pontos de ônibus são na verdade caixas de correio. Isso mesmo, a cada uma porrada de quilômetros tem uma caixa de correio na beira da estrada, o ônibus para do lado, o motorista desce, pega umas carta, deixa outras e segue viagem. Às vezes têm alguns aborígenes ao lado da caixinha, esperando para pegar o ônibus. Nem sinal das aldeias de onde eles ou as cartas vêm, imagino que elas sejam muito isoladas e que eles tenham que andar muito até a estrada. Achei um sinal interessante da adaptação deles à vida urbana.
 Depois de uma longa viagem, desembarquei cedinho em Adelaide para descobrir a cidade toda fechada porque era Anzac Day, que é o dia que a Austrália presta homenagens aos soldados da Segunda Guerra Mundial. Passei no hostel rapidinho para deixar a mochila e voltei para a rodoviária para pegar o city tour que ganhei quando comprei o passeio para Handorf (Em breve).
 Meu Deus! Como as pessoas não amam Adelaide? Acho que depois de Sydney, ela seria minha próxima escolha. Parece cidade do interior, as casinhas são muito fofas, quase nenhum prédio, muitos jardins, pouco movimento, mas tem todas as facilidades da cidade grande: shoppings, museus, estádio, restaurantes, aeroporto, universidade... E tem um clima friozinho muito gostoso. Ah! E tem praia!
Arquitetura antiga...


... e moderna...

... antiga...

... e moderna de novo!

 O tour passou por tudo isso mas fez paradas no Centro de Vinhos, que pertence à Universidade de Adelaide. A região de South Australia é excelente para as vinícolas por causa do frio e a indústria do vinho é tão forte por lá que a universidade criou um curso de especialistas em vinho e esse Centro para facilitar os estudos deles. Lá tem uma loja onde eles vendem os vinhos desenvolvidos pelos estudantes e jardins lindos! Depois paramos um pouquinho na praia, que é bonita, mas ficou um pouco prejudicada pelo frio. O que eu mais gostei lá, como em boa parte da cidade, foi a arquitetura. Os monumentos, as lojas, as casas, tudo na praia dava a sensação de estar em outro século.
Centro de Vinhos

Por dentro...


... e por fora.


Casa da praia




 Voltei para o meu hostel e lá conheci uma moça muito doida e gente boa demais chamada Karen. Nosso quarto tinha quatro pessoas, mas as outras duas já estavam dormindo. Karen morava em Sydney, como eu, e estava em Adelaide há uma semana, visitando a irmã, e ia embora no dia seguinte, por isso queria companhia para visitar pela última vez seu restaurante favorito, chamado Dumpling King. Como eu também estava sozinha e faminta, fui com ela.
 O restaurante é mesmo muito bom, recomendo. Conforme o nome indica, eles servem dumplings, que são uma massa asiática que parece uma trouxinha de macarrão recheada com o que você quiser e cozida no vapor. É bem gostoso. Conversa vai, conversa vem, descobri que Karen era gastroenterologista e trabalhava para um médico renomado especialista em... Chron! (Que para quem não sabe, é uma doença crônica rara que eu possuo) Coincidência pouca é bobagem.
Mais conversa vai, mais conversa vem, e ela descobriu que eu nunca havia provado uma iguaria chamada fried ice cream, que é exatamente o que você está pensando que é: sorvete frito. E assim vamos eu e Karen rodar Adelaide fechada em pleno Anzac Day em busca de um sorvete frito! E achamos! Para os interessados, vende em lojas de comidas asiáticas e é meio que uma bola de sorvete empanada com uma massa fininha e frita bem rapidinho, então derrete pouco. É bom, mas prefiro sorvete normal.
Lanternas clássicas de China Town

No dia seguinte peguei outro tour, dessa vez para Handorf. A primeira parada é no mirante para ver a cidade, bem bonito, mas como estava nublado e cheio de neblina fiquei com a impressão de podia ter sido melhor.


De lá fomos direto para a cidade, mas devo dar destaque para o caminho até lá. Eles chamam a região de Adelaide Hills, um nome muito justo já que a paisagem é uma infinidade de colinas, cobertas de grama verdinha e alguns ajuntamentos de árvores. Acontece que o clima de Adelaide é temperado, bem diferente do resto da Austrália, e por isso os europeus acharam que seria uma boa ideia replicar a vegetação deles por lá. Eu tive a sorte de chegar lá em pleno outono e por isso as árvores estavam todas coloridas, algumas marrons, outras laranjas, vermelhas, amarelas e até umas verdes, do jeito que se vê em fotos da Europa. Pra gente que veio do Brasil e não está acostumado é lindo!




Para completar meu clima de Europa, Handorf é uma cidade alemã perdida no meio de South Australia. Alemã mesmo! A arquitetura é alemã, os restaurantes vendem comida alemã, tem bandeiras da Alemanha nas ruas e dá até pra ouvir gente falando alemão aqui e ali.

A cidade é minúscula, praticamente só a rua principal e algumas casinhas em volta (Como quase oda cidade pequena da Austrália e Nova Zelândia), mas vale muito a visita porque é fofa! E é bem diferente do resto do país. Para quem leu/assistiu a série Harry Potter, me senti um pouco no beco diagonal. As lojinhas são todas muito próximas uma da outra, com aquelas vitrines de vidro, muita gente circulando entre elas e produtos bastante bruxescos. Tinha lojas de velas (Apenas velas), enfeites fantásticos de jardim (Fadas, dragões, duendes...) e uma loja com todos os doces da vida (Estilo Honey Dukes), incluindo sapos de chocolate. No ramo mais normal do comércio tínhamos pubs clássicos (Que vendiam cerveja alemã e comida alemã com paredes decoradas de bandeiras da Alemanha, claro) e lojas de roupa (A maioria de lã). Fucei todas as lojas e os jardins que surgem do nada no meio delas, tomei um chocolate quente com torta de maçã no pub e voltei para o hostel.




No dia seguinte levantei cedo para pegar o ônibus e assisti o sol nascer em um dos aeroportos mais bonitos que já vi. Eu atravessei o deserto e sobrevivi para contar. Hora de voltar para casa.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Foz do Iguaçu- Dicas


Calma, o Macuco não faz isso
Alooou, meu povo!
 Estive em Foz do Iguaçu há alguns dias e uma amiguinha que vai mês que vem me pediu um compilado de dicas. Já que farei para ela colocarei aqui para vocês também, inaugurando assim uma sessão que fazia muita falta aqui que é a do nosso querido, amado e não tão perfeito, Brasil! Uhuuulll!
 Começando com dicas bem gerais mesmo e depois faço outro post para contar o que fiz com detalhes para os interessados:

 1- Escolha um hotel que te dê acesso aos ônibus. Os roteiros mais comuns de Foz incluem o seguinte: Cataratas (Lado brasileiro e argentino), Parque das Aves, Paraguai e Itaipu. Você consegue chegar a absolutamente todos esses lugares e mais alguns de ônibus, normal, lotação. Quando eu fui a passagem custava 3,20 dentro do Brasil, 5 reais para Ciudad del Este, no Paraguai e 6 reais para Puerto Iguazu. De Puerto Iguazu para as Cataratas Argentinas o ônibus é 12 reais, então somando tudo (Foz-Puerto Iguazu-Cataratas) ida e volta dá 36 reais. As agências de turismo fazem esse mesmo trajeto por cerca 40 reais, então esse é o único que acho mais vantajoso ir com eles do que de ônibus. Os ônibus que circulam dentro de Foz você pega do Terminal, os internacionais (Argentina e Paraguai) saem de um ponto em frente, do outro lado da avenida, é bem fácil de ver, não tem erro. Se possível, hospede-se perto do Terminal em si, porque o Paraguai e Itaipu ficam no sentido oposto das Cataratas, então mesmo que o seu hotel tenha ônibus na porta, você vai ter que pegar um ônibus até o Terminal e trocar para pelo menos um dos destinos.

2- Saindo do Terminal, de costas para ele, vire à esquerda e na próxima esquina você verá o estacionamento do Musfatto, que é um supermercado bem grande. Além das coisas normais que a gente sempre precisa comprar em supermercado, o Musfatto possui uma casa de câmbio que funciona aos domingos e feriados e cobra preços bastante razoáveis (Mas tem que pagar em dinheiro. Eles têm um caixa eletrônico no subsolo também) e um self service muito bom e barato! Jantei caldo lá um dia e paguei 5 reais, queria muito ter descoberto isso antes! Para quem quiser investir um pouco mais, na mesma região tem um rodízio de churrasco de 35 reais (Acredite, uma pechincha), chamado Churrasco do Gaúcho ou algo do tipo. Saindo do Terminal vire à direita e caminhe até o sinal. No sinal vire à direita de novo e ele é na esquina do outro lado da rua, perto do Zoológico.

3- Eu fiquei em um hostel/hotel chamado Che Lagarto a meros dois quarteirões do Terminal. Esse hostel foi eleito o melhor hostel de grande porte do MUNDO e eu estou inclinada a concordar. A metade inferior do prédio é hostel e a superior é hotel. Nosso dormitório (Sério, dormitório, a base da cadeia alimentar, a opção mais barata) tinha 4 camas box (Nada de beliche) e suíte com um chuveiro maravilhoso! O café da manhã era grátis, o mesmo do hotel, ou seja, 4 variedades de pães, presunto queijo, salsicha, ovos mexidos, iogurte, frutas, leite... Tudo o que se tem direito. Na época, paguei 133 reais pelas 4 noites que fiquei lá, recomendo.

4- O Paraguai é um lugar bastante controverso, mas eu achei que vale muito a pena a visita para quem precisa de eletrônicos ou não liga para qualidade de roupas. Perfumes, brinquedos, chocolates... Tudo isso estava com o preço bem parecido com o Brasil. As roupas não valiam a pena nas lojas, mas na barraquinha de rua tinha bastante coisa barata (Mas só Deus sabe quantas lavagens elas duram). Sobre os eletrônicos, você tem direito a 300 dólares mais uma câmera e um celular para uso próprio. PESQUISE quais lojas são confiáveis antes, é bem fácil achar listas no Google. Eu fiz uma com as lojas que apareceram em várias listas e são as seguintes:

 Lojas dentro do Shopping del Este
 Casa China
 Mega Eletrônicos
 Pionner
 Compubras
 Naveshop
 Sax
 Monalisa
 Lafayette
 Master 10
 Victoria Store
 Cell Shop
 Pontocom
 Senki

A maioria dessas eu nem achei no caos que é aquele lugar. À medida que você anda pela rua as pessoas te oferecem de um tudo (Panfletos, meias, cocaína...), recomendo que você apenas diga "No, gracias" e siga em frente. As pessoas recomendam pesquisar o máximo possível antes de comprar, mas acabou que tudo o que levamos foi da Mega Eletrônicos, que é mesmo mega e bem em frente onde o ônibus para, não tem erro. Eu comprei uma câmera, meu irmão e minha cunhada compraram um celular cada, somando as 3 comprar economizamos nada menos que 1800 reais.
Duas coisas MUITO IMPORTANTES sobre o Paraguai. 1- Teste o produto antes de sair da loja. Quase todas têm um espaço especial para isso porque uma vez fora da loja se não funcionar ou se o produto estiver errado já era, não tem troca. 2- Leve dólares. Todos os preços aparecem nessa moeda e é o jeito mais fácil de não se perder na conversão. Eles aceitam cartões de crédito, mas aí o preço que eles colocam na máquina é em Guarani (Quando eu fui, cada dólar era mais ou menos 5600 guaranis), que é a moeda local, e depois o cartão te cobra em reais na cotação do dia da fatura com taxa de não sei o quê, ou seja, no fim aquele celular de 500 dólares pode sair por mais de 2000 reais e você nem vai perceber na hora.
Dicazinha da amiguinha: Leve dinheiro a mais, porque lá tem de TUDO a preços muito baixos. Aí às vezes você sai com o dinheiro contadinho para uma câmera e chega lá e vê que tem várias coisinhas baratinhas que você quer, tipo fone de ouvido, power bank, até secador de cabelo. Uma coisa que fizemos que achei bom foi o seguinte: separamos uma manhã para passear em Ciudad del Este, entramos em todas as lojas com calma, pesquisamos bastante e escolhemos tudo o que queríamos. Voltamos para Foz, compramos os dólares quase exatos que precisávamos (Eu precisava de 256 e tirei 270 para o caso de pequenas variações) e voltamos lá um dia cedinho (As lojas abrem em geral às 7h da manhã e fecham 16:30), antes de ir para as cataratas e compramos tudo em 20 minutos. Achei melhor que tirar 300 dólares de cara e correr o risco de ter que devolver tudo para reais.

5- Quando for visitar as cataratas, em qualquer lado, não use bolsa de ombro! Os quatis já são organizados o bastante para roubá-las. Leve mochila mesmo e evite comer perto deles!

6- Se tiver condições, faça o Macuco Safari, que é o passeio de barco pelas cataratas no lado brasileiro. É absurdamente caro e quando chegar ao parque você não vai querer fazer. Mas se você puder abrir mão daquele show que você queria ir, ou de alguns jantares fora, ou daquela roupa nova, abra mão. É uma oportunidade única e você não deve perder!
Por mais frio que esteja, mesmo que esteja chovendo, NÃO gaste seu dinheiro com uma capa de chuva, ela é completamente inútil. Leve roupas para trocar no final que é melhor. Eles alugam escaninhos por 10 reais (Cabem mais ou menos duas mochilas) e tem vestiário.
O lado argentino tem um passeio quase igual por 20 reais a menos, mas dizem que o trajeto é menor e é mais perigoso.

7- Faça o lado brasileiro primeiro! A nossa vista é maravilhosa, panorâmica, dão as fotos mais bonitas, mas isso é porque a maioria das cachoeiras estão do outro lado do rio, na Argentina. Isso significa que no lado argentino você chega pertinho de todas elas e é muito, mas muito mais emocionante (Mesmo que as fotos de perto sejam piores). Aí se você for no lado brasileiro depois ele fica meio humilhadinho. Indo no brasileiro primeiro você vai se encantar dos dois lados.

8- Você só precisa de metade do dia para cada passeio. Por isso normalmente as pessoas vão no Parque das Aves no mesmo dia que as Cataratas Brasileiras (Dá pra ir de um para o outro a pé). Nós fomos no Museu de Cera também, mas só recomendo para quem nunca foi em nenhum porque você não pode interagir com as esculturas, diferente do que acontece nos Madame Toussauds, por exemplo.

9- Quando eu fui para Foz estava fazendo muito frio e chovendo. Se você der esse mesmo azar, recomendo que compre uma capa de chuva. É feio e desconfortável, mas os ônibus de Itaipu e do Parque das Cataratas são abertos e faz MUITO frio e molha lá em cima. A plataforma da Garganta do Diabo, aqui no lado brasileiro, também molha bastante. No resto da trilha e no lado argentino não usei a minha, mas poderia. Já mencionei que para o Macuco Safári é inútil, né?

10- Quando for no lado argentino, leve 250 pesos para pagar a entrada, eles não aceitam outra moeda. No resto dos lugares dentro do parque eles aceitam reais, mas na conversão de 3 pesos para cada real sendo que na casa de câmbio é 4 pesos para cada real. O almoço dentro do parque custa em média 120 pesos (Na Garganta do Diabo tem até um Subway), então se quiser uma recomendação, eu levaria 400 pesos no total. Ah! Leve uma garrafa de água mineral, tem torneiras para enchê-la pelo parque.

11- O lado argentino tem um trenzinho que passa de meia em meia hora com 3 estações: Central, Cataratas e Garganta, nessa ordem. A estação Central é a primeira, que leva à Portaria. A estação Cataratas é o ponto de partida dos Circuitos Superior e Inferior e a Garganta leva ao circuito da Garganta do Diabo. Recomendo fortemente que você faça os 3 circuitos. Nós começamos pelo da Garganta, como a maioria das pessoas, mas eu recomendo que você faça o contrário, justamente para ficar no contra-fluxo. Sempre que o trem para na estação você precisa descer, independentemente se é onde você quer ficar ou não (É, eu sei, estranho, mas é para dar rotatividade). Quando descemos na estação de Cataratas a fila para Gartanta estava tão grande que preferimos ir a pé (São 2 km, só seguir ao lado da linha do trem). Mais tarde, por volta das 16:30, 17h não tinha praticamente fila nenhuma e aí quem voltava de Garganta para a Central não precisava mais descer em Garganta! Bem melhor! O único problema dessa estratégia é que o último trem é 17:30 e o Parque fecha às 18h, então você tem que ficar esperto!

12- Muita gente gosta de passear em Puerto Iguazu à noite. Lá as pessoas não apenas aceitam como preferem reais, então não recomendo tirar pesos para esse passeio. Lá tem uma feira famosa de comidas, mas, nas palavras da minha cunhada, lá só tem azeitona, alfajor e alguns doces de leite. Mentira, tem alguns vinhos também. Além da feira, as pessoas gostam de comprar couro, jantar, ir nas boates e no Cassino que tem por lá, mas, como eu já disse, estava frio e chovendo, as ruas estavam desertas e os caminhoneiros ameaçaram fechar a fronteira numa greve, então ficamos lá bem pouquinho.

Acho que é isso. Se lembrar mais coisas vou colocando updates aqui. Aguardem os próximos posts com detalhes para decidir o que vocês querem fazer ou não. Té mais!

sábado, 21 de maio de 2016

Uluru (ou Ayers Rock)

Um membro da família das rochas respeitáveis


Aloooou, meu povo!
 Finalmente chegamos ao ponto mais esperado da viagem, a razão pela qual a imensa maioria das pessoas se enfiam nas areias vermelhas do deserto australiano: o Uluru. Para quem não sabe, o Uluru é uma baita rocha, com todo o respeito. Muito grande mesmo, maciço, um bloco só. E, tipo um iceberg, tem muito mais debaixo da terra do que o que conseguimos ver. E isso é só geologicamente falando. Histórica e culturalmente ele é ainda mais importante, é um dos lugares mais sagrados (se não o mais) da cultura aborígene.
 Para chegar lá, claro, acordamos bem cedo (num frio terrível). A intenção era ver o sol nascer lá e... uau! É meio que o pôr do sol ao contrário, o Uluru vai de preto, para roxo, azul, cinza, vermelho, laranja... E o céu vai mudando junto, um espetáculo! E como esse dia William e Kate já tinham ido embora ficamos no melhor lugar!



Sou dessas que já acorda fofa


 Depois o guia deixou a gente no começo da trilha e liberou todo mundo para dar a volta no Uluru a pé no ritmo e no caminho que quisesse. Só tínhamos que estar de volta a tempo de voltar para a cidade.
 A trilha tem mais ou menos 8 km e é tão bem cuidada que nem sei se posso chamar de trilha. Minha descrição aqui vai ser bem pobrinha mesmo porque a melhor explicação que eu tenho é que o Uluru é mágico. E mágica a gente não explica, só sente. Ainda assim, eis o melhor que posso fazer:
 É grande. Muito, muito grande. E impressionantemente uniforme. É possível ver poros na rocha, mas não vi rachaduras. Em geral ele é da mesma cor avermelhada da areia do deserto, mas há marcas mais claras e mais escuras que marcam exatamente por onde a água desce quando chove.
 À medida que se anda existem algumas placas explicativas, com alguns símbolos e lendas aborígenes, mas é bem pouco porque a maioria das histórias é mantida como um segredo deles. Em alguns pontos nem mesmo é permitido fotografar (Em alguns há explicação do motivo, em outros não) porque são sagrados. Independente de se conhecer as lendas ou não, a simples energia do lugar é diferente, é uma formação única demais para simplesmente existir, sem significado algum. O Uluru é enorme, é soberano naquelas terras, é permanente. É como se a própria natureza fizesse silêncio em sinal de respeito e acabamos fazendo o mesmo. No fim, a força daquela pedra é uma coisa tão gigantesca que a gente sai um pouco mais forte também. Sei lá, você precisa ir lá e ver.


Deserto, mas olha o verde bonito desse capim


Vê as marcas de chuva?

  Fechamos o deserto com chave de ouro e voltamos à cidade. Fizemos uma parada rápida numa fazenda de camelos, mas, numa boa? Desperdício de tempo. Já em Alice Springs fomos jantar com o pessoal do tour no The Rock Bar (Em Alice Springs tem The Rock tudo) para nos despedirmos e descobrimos que juntar gente do mundo todo para dançar resulta em um espetáculo muito engraçado! Recomendo.
Pra não dizer que não falei dos camelos

 No dia seguinte me despedi de novo das minhas amigas e continuei minha travessia rumo ao sul, para Adelaide. Mas essa fica para a próxima.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Something about this little crazy modern life of ours

   
Some people just NEED to be warned
 A few days ago, my pregnant cousin sent a photo in our family group on whatsapp. The captions read: "We have a little bathtub!" In a couple seconds, many of my relatives were comenting "So cute!', "Loved it!", "Can't wait to bath the baby!" and this kind of stuff. Okay so far. I was busy at the moment and saw the picture almost an hour later.
     It was cute, indeed. A light shade of yellow with a happy pandas print. The problem is, it was flat. I zoomed the photo and checked. Yep, flat. It was like a table with only two sides curled up. There is no way on Earth that thing could hold water. So, my comment was: "Cute bath tub, but isn't it too flat?"
     My cousin answered with two more pictures. The panda printed thing was a foldable table that covered the perfectly normal white bathtub, so is possible to dress the baby right there. My cousin was laughing hard because it took too long for someone to notice that the object in the first picture couldn't be a bathtub. The whole situation left me thinking. I can see only two reasons why no one noticed before, both worring.
     First, they never really saw the picture. Recently, one of my friends told me: "I like the way you describe photos. Nowadays people barely look before hitting a like button, but you take the time to actually see what was photographed." That's what I'm afraid they did, only hit the like button, never checking what they were supporting. Of course I've "liked" pictures I didn't actually like only to make people feel satisfied because I knew that's what they wanted and costed me nothing. But, believe me, I always see before liking. I always have an opinion about it, either I say it or not.
    Second, they were afraid of telling their opinion. This same pregnant cousin once told me that I'n her favourite shopping companion because I am the only one who will tell the truth if she tried a horrible piece of clothe. I can say the same about her, we're both supersincere. Believe me, if I care about you and you're doing something stupid, I'll let you know. We're often called rude because of that, but I wonder if leting people do the wrong thing just because they want is kinder than trying to stop them.
    I believe I've already mentioned it before, but I do love one of my aunts' quotes that says "Just because you see someone's flaws doesn't mean you can't love this person." On the contrary, it means your love is big enough to deal with the flaws.
   Teel the truth and do it right. Do not just say they are wrong, show them how to do it right. Offer your help, talk calmly, show the alternatives, be the example. People can be better if they know there is a better way to be.
   I´m not saying I'm perfect, I can be pretty stupid sometimes and I know that. What I want is that if you ever see me making a fool of myself, stop me! I might be sad at first, but I'll thank you someday.
   The world is a big mess right now, but we can create our own island of peace. If there is anything spoiling your happiness, even for a couple seconds, say it, change it. Our lives are too short of time to waste on regrets, anger and worries. Use your time to appreciate what is important to you and keep in mind its value. It can't be saved. Do not give it away. Do not exchange it. Do not sell it. USE it. Wisely.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Kata Tjuta

Sim, isto é um filme da Disney! Nem acredito que esqueci dele esse tempo todo!
(Para os interessados, é Bernardo e Bianca na Austrália ou The Rescuers Down Under)
Alooou, meu povo!!
 Depois de mais um longo e tenebroso inverno, cá estou de volta! Tive umas semanas loucas tanto no trabalho quanto na vida em si, mas ou não posso ou não vale a pena contar a história, então segue o jogo com o deserto mesmo.
 O segundo dia do tour saindo de Alice Springs é dedicado a um conjunto de montanhas/pedras gigantes chamado Kata Tjuta. Ele fica no mesmo parque que o lendário e todo poderoso Uluru, só que de outro lado.
Esses morrinhos aí
 O dia já começou emocionante porque entramos no parque e recebemos um singelo bilhetinho falando que ninguém mais, ninguém menos que Príncipe William, herdeiro do trono da Inglaterra caso Elizabeth surpreenda a todos nós e não seja imortal, e sua esposa Kate Middleton vieram fazer uma visita no mesmo dia que nós! Detalhe que era aniversário da minha amiguinha Ana. Isso é que é ter convidados ilustres!
 Mas como eles iam chegar tarde e nós madrugamos, fomos para Kata Tjuta primeiro. A caminhada já é linda, mas depois de uma Heart Attack Hill (Morro do Ataque Cardíaco) Parte II chegamos um um vale no qual as montanhas emolduram uma das paisagens mais lindas que vi em toda a minha viagem! Vale muito a pena! Eu poderia ficar horas falando sobre o quanto o lugar é agrádavel (Tem sombra! No meio do deserto! Só isso aí já é uma beleza!), mas você tem que ir para sentir! Por enquanto fique com as fotos.





Essa é a moldura que eu falei


 De Kata Tjuta fomos para o tal Centro de Visitantes atrás da Família Real porque os ingleses no nosso tour estavam quase tendo um ataque! Mas eles estavam atrasados. Só que o Centro em si era a verdadeira atração. As paredes são pintadas com várias histórias aborígenes, desde a criação do mundo até a importância tanto do Uluru quanto de Kata Tijuta. Parte das histórias secretas, então é um pouco confuso, mas mesmo assim muito legal!
Depois de ler tudo, a William e Kate ainda não tinham chegado, então tomamos um sorvete, rimos, descansamos, deu nossa hora de ir e voltamos para a van. Mas quem disse que os ingleses apareciam? Eles continuavam lá, esperando. O guia avisou que ia esperar só mais 5 minutos quando chegou um aviso da segurança do parque: A Família Real entrou no parque. Nenhum carro pode ser ligado para que o barulho não atrapalhe as filmagens.
 Maravilha! Ficamos presos no estacionamento! Até cogitamos a hipótese de sair para ver a chegada deles, mas o estacionamento era de frente para a entrada do Centro de Visitantes e de onde estávamos dava para ver que nossa escolha era entre se acotovelar com um monte de gente no sol em volta do tapete vermelho ou ficar sentadinhas de boas na sombra na van. Nem preciso dizer o que a gente fez.
 E aí chega uma escolta, uns carros pretos e um carrão branco estaciona bem na nossa frente. A porta de trás abre e desce Kate. Sim! Nós, preguiçosas que nem ligamos, vimos a Família Real na nossa cara, sem ninguém na frente, no conforto da nossa van enquanto os pobres ingleses não viram quase nada no sol lá fora! Hahahaha Aí estão as fotos que nós (Fefê) tiramos (Nada de paparazzi) para provar.


 Depois que os benditos entraram no Centro, os ingleses voltaram, morreram de inveja e fomos dar mais uma volta na região antes de ver o pôr do sol no Uluru. Não no melhor ângulo, porque o melhor estava reservado para William e Kate (Aff...), mas mesmo assim foi espetacular!
Tá ruim de entender, mas é um pequeno oásis

Esse risco escuro na pedra é o caminho por onde a água escorre quando chove

Uma onda de pedra

 À medida que o sol se move no céu, o Uluru vai mudando de cor, passando por laranja, marrom e até alguns tons azulados. Não é a toa que é um dos lugares mais visitados da Austrália. E também não é à toa que muita gente o considere sagrado.






 De volta ao camping, passamos mais uma noite falsamente protegidas pelo sal e a linha no chão e sob o céu mais espetacular que já vi na vida! Precisávamos mesmo de descanso porque o próximo dia é para contornar o Uluru! Até lá!

Talvez eu tenha cansado